
Nada de portões. Era essa a segurança oferecida pelo condomínio fechado em Betel.
Dezembro de 2006. Natália assistia TV na sala com seu irmão quando ouviu um barulho. Seus pais estavam no quarto e rapidamente foram até a janela para ver o que estava acontecendo. Não deu tempo de agir. Apontando uma arma e dando ordens para que ficassem em silêncio dois homens entraram na casa. Todos da família foram feitos reféns e trancafiados no banheiro não conseguiram evitar que eletrodomésticos, jóias e dinheiro fossem encontrados e levados pelos assaltantes.
Traumatizada a família não pensou duas vezes, e na semana seguinte fechou a compra de um terreno. Em menos de um ano a casa ficou pronta e a edícula, aos fundos de uma loja de autopeças em um bairro periférico de Campinas foi substituída pelos altos muros de um recém-inaugurado condomínio fechado na cidade de Betel.

A nova casa de Natália foi uma das primeiras a ser construída no condomínio.

Aos poucos a nova rotina ia sendo incorporada e as perdas do assalto recuperadas. Na nova casa tinham a sensação de que estavam seguros.
O Natal do ano de 2007 se aproximava. Natália acabou de fazer seus exercícios noturnos, encostou a porta de vidro do quintal, apagou a luz e subiu a escada em direção ao seu quarto. Meia hora depois três homens encapuzados entraram na escola estadual vizinha ao condomínio. Pularam o muro e caíram na casa de Natália. Abriram a porta de vidro e subiram a escada.

Aos poucos a nova rotina ia sendo incorporada e as perdas do assalto recuperadas. Na nova casa tinham a sensação de que estavam seguros.
O Natal do ano de 2007 se aproximava. Natália acabou de fazer seus exercícios noturnos, encostou a porta de vidro do quintal, apagou a luz e subiu a escada em direção ao seu quarto. Meia hora depois três homens encapuzados entraram na escola estadual vizinha ao condomínio. Pularam o muro e caíram na casa de Natália. Abriram a porta de vidro e subiram a escada.

A família, mais uma vez feita refém, ficou amarrada no chão do quarto do irmão de Natália. Enquanto isso viam os objetos de valor, que haviam sido recuperados desde o último assalto, há exatamente um ano, serem levados.
Em meio às buscas por bens valiosos as balas pertencentes a arma que o pai de Natália mantinha escondida em casa, foram encontradas pelos assaltantes. Os filhos viram o pai ser desamarrado e receber vários socos na cara e no estômago. Natália, conseguindo se soltar, entrou na frente do pai e também foi agredida.
Hoje a família ainda vive nesse mesmo lugar, mas se mobilizou para que cerca elétrica e câmeras de segurança fossem colocadas ao redor da escola. Também contaram com a construção de outras duas casas com muros ainda mais altos que os do condomínio, que criaram uma verdadeira barreira para a casa.

Natália Bertoni Rosa. Para ela ainda é cedo para falar em tranqüilidade.
Mesmo depois de quase dois anos do último assalto o medo ainda existe, inevitavelmente foi incorporado à rotina.
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